proc Mauricio {} { Q Maurício } proc Fatima {} { Q Fátima } htmlize {14 de julho de 2001 - brainstorm} { [P No dia 14 de julho de 2001 eu promovi um encontro entre o Djalma Valois, da [L http://www.cipsga.org.br/ CIPSGA], e um casal de amigos meus, [Q Maurício del Giudice] e [Q Fátima \[putz-não-lembro-o-sobrenome-dela\]]\; O [Mauricio] e a [Fatima] [Q estão escrevendo um programa em Tcl/Tk pra ajudar a alfabetizar crianças de comunidades carentes]. Algumas das idéias que apareceram no encontro:] [LIST1 [Q Sistemas GNU ainda são relativamente difíceis de instalar -- pelo menos se a gente compara com os casos em que o Windows não precisa nem ser instalado, porque já vem com o computador. Se nós tentássemos vender computadores com sistemas GNU preinstalados a demanda seria bastante pequena, mas a gente poderia ao invés disso vender CDs com sistemas GNU (preparticionados, com cópias de todos os CDs de um ou mais sistemas operacionais e distribuições), com um floppy pra ajudar a dar o primeiro boot\; a única dificuldade técnica é fazer com que ele funcione em qualquer uma das quatro interfaces para HDs IDE, mas isso pode ser feito com um programa de configuração no floppy de boot e symlinks em /dev/.] [Q Pessoas que estão trabalhando com alfabetização em comunidades carentes acabam tendo que desenvolver seu próprio material didático\; esse material -- e mais artigos sobre a experiência, teses, etc -- pode ser deixado disponível com uma licença FDL.] [HLIST2 [Q As crianças dessas comunidades não têm material interessante para ler\; seria bom tentar conseguir que fossem FDLizados:] [Q bons clássicos (antigos e modernos :) da literatura brasileira -- livros de contos podem ser especialmente úteis;] [Q livros didáticos -- os distribuídos pelo MEC, por exemplo. Pense nos casos em que a comunidade tem algumas fotocopiadoras: passa a ser baratíssimo produzir várias cópias de um determinado capítulo, mesmo que o número de impressoras de computador disponíveis seja minúsculo, e os professores vão poder fazer modificações no material, por exemplo incluindo comentários sobre as diferenças entre o português local e a norma culta e pequenos textos gerados por membros da comunidade. Note que com isso os livros vão deixar de ser coisas estáticas produzidas só por \"doutores\" distantes...] [J livros infantis. [Q Imagino que autores de livros infantis recebam muito pouca compensação financeira, então eles talvez possam ser convencidos a fazer livros em FDL, que -- já que as ilustrações virariam arquivos grandes -- seriam transportados em CDs para os HDs da comunidade. Haveria uma seção do] [LR http://promo.net/pg/ Projeto Gutenberg] [Q lusófono (ou \"brasilófono\"...) dedicada a livros infantis, e voluntários que fariam cópias dos CDs. Outras idéias sobre isso: 1) é muito mais fácil digitalizar livros infantis convencionais do que fazer as tais coisas multimídia que estão tão na moda\; 2) no caso dos livros infantis o livro impresso pela editora do modo convencional é um objeto muitíssimo mais interessante que a versão digital, que é quase que só um tapa-buraco, com figuras digitalizadas em resoluções bem mais baixas... ou seja, é bom possível que editoras de livros infantis topem editar os livros mesmo que os autores insistam numa licença tipo FDL. Além do mais as comunidades podem acabar encomendando uns poucos exemplares convencionais dos livros favoritos pra deixar nas suas bibliotecas -- e as crianças vão poder imprimir e xerocar versões em preto-e-branco e colorir elas mesmas.]] [Q dicionários, tanto de português quanto de inglês. Será que é possível convencer o governo a lançar o Dicionário Houaiss com uma licença livre? E os dicionários pequenos do MEC? Lembre que com um programa tipo \"dict\" a dificuldade de encontrar uma palavra no dicionário desaparece.] [Q cursos básicos de inglês (inglês técnico?), principalmente pras pessoas que levam mais jeito na comunidade poderem aprender mais sobre o sistema GNU que eles estão usando.] ] [Q Com isso computadores deixam de ser só ferramentas de escritório, (que também têm internet e joguinhos) e passam a ser os veículos pelos quais a informação é distribuída\; eles passam a fazer papel de bibliotecas.] [Q Projeto de longuíssimo prazo, cuja idéia tem que ser lançada na internet pra ver se uns programadores se interessam: fazer software para ajudar a digitalizar (vetorializar?) ilustrações.] [Q O MST acabou de formar uma turma de pedagogos, acho que pela UNIjuí ou pela UNIVATES... esse pessoal deve estar produzindo um material interessantíssimo que provavelmente eles vão adorar FDLizar e divulgar.] [Q Mais coisas sobre o projeto de fazer distribuições Debian brasileiras para o CIPSGA: elas vão ter dois sabores principais, um para servidores e outro para desktops, e a instalação tem que ser trivial (\"Debian Mental\" - para usuários vindos do Windows. O logo tem uma pessoa com um sorvete na testa). Incluir Wikis, bulletin boards, coisas como PHP-Nuke e os nossos sites e docs livres preferidos\; as pessoas têm que entender que criar sites de discussões & notícias como o da CIPSGA é bem fácil, e empacotá-los em arquivos pra grepá-los também é.] [Q No Windows as pessoas associam \"aprender\" com comprar livros e programas\; num sistema GNU os livros estão dentro do computador e aprender está associado a ler, pensar e experimentar, e o mito de que basta comprar algo para possuir um conhecimento é desbancado. No Debian Mental uma das primeiras coisas que acontecem assim que o sistema é instalado é que o usuário é ensinado a acessar a documentação disponível.] [Q A documentação poderia incluir certas coisas básicas sobre computadores: como contar em várias bases, o que é um byte, o que é um arquivo. O que que existe em termos de programas pra animar regexps?] [Q O Queiroz tem um projeto chamado Rau-Tu que parece legal.] [Q Quando a gente faz uma distribuição a gente pode incluir nela as nossas teses de pós-graduação preferidas.] [Q O Rildo Pragana tem um tutorial de Tcl\; procurar (vTcl?)] [Q Um \"Linux Users Group\" dá a impressão, pelo nome, de ser algo que é quase só sobre o lado técnico\; um \"GNU Users (?) Group\" é algo bem mais amplo, já que o objetivo final fica sempre presente, e é que o conhecimento seja livre e se espalhe mais, e há um bocado de ação política pra fazer até lá.] [Q Em áreas como a educação há um excesso de gente e um bocado de comunicação humana (ou pelo menos a tentativa de). Em programação de software livre é o contrário e nós estamos secos pra poder olhar por cima do ombro de um usuário novato que esteja tentando usar o nosso programa, pra descobrir o que está claro e o que não. Problemas descritos de forma humilde e resumida demais, tipo \"não sabemos por onde começar\" ou \"vocês precisam de uma instalação que funcione em todos os tipos de hardware\" não nos ajudam muito.] [Q Empacotar o programa de alfabetização pra que outros voluntários possam ajudar\; modularizar o código que se refere às figuras e ao texto, já que (no bom estilo Paulo Freire) ele vai acabar sendo diferente em comunidades diferentes.] [Q Permitir palavras que sejam diferentes no português local e na norma culta, e indicar isso colorindo-as de um certo jeito.] [Q Os sysadmins do meu tempo não tinham saco de me explicar nada, era RTFM direto, e eu nem tinha acesso fácil aos manuais porque a biblioteca da infomática da PUC não era destinada a alunos de graduação de outros departamentos e dava pouquíssimos direitos a nós. Naquela época era muito mais fácil aprender a usar um sistema GNU do que aprender a usar qualquer outro -- isso, claro, levando em consideração que pra mim usar um computador implicava em programar.] [Q Open Source é pra quando os seus empregados vão usar os programas. Free Software é pra quando você é quem vai usar.] ] } # Local Variables: # coding: no-conversion # ee-delimiter-hash: "\n#\n" # ee-anchor-format: "«%s»" # ee-charset-indicator: "Ñ" # End: