Critérios de AvaliaçãoO critério para aprovação é o seguinte: a nota final é a média das três provas - isto é, NF = (P1+P2+P3)/3 - e quem obtém pelo menos 6.0 nesta média final passa direto, quem obtém menos de 4.0 é reprovado direto, e quem fica com NF entre 4.0 e 5.9 tem que fazer a VS; dentre as pessoas que têm que fazer a VS quem tira pelo menos 6.0 nela é aprovado, e quem tira menos de 6.0 é reprovado. (Em uns pouquíssimos casos o regulamento prevê que somos obrigados a dar uma espécie de prova de 2ª chamada - a "VS" - que quando é aplicada acontece pouco antes da VS. Não vou discutí-la aqui.) O que é que faz as listas de exercícios, as provas, e os critérios de correção das provas serem como são? O que é que existe por trás da "nota" - o número que diz o quanto quanto você tirou um cada matéria? As duas disciplinas que eu estou dando - Matemática Discreta e Cálculo 2 - são "básicas" em vários sentidos: as grades curriculares de CC e EP prevêem que elas devem ser cursadas no 1º e no 2º semestres respectivamente; elas são consideradas formalmente pré-requisitos para várias outras disciplinas (veja as grades), e além disso são pré-requisitos informais para várias outras; e elas são muito mais sobre linguagem e escrita matemática do que sobre métodos nos quais você pode se treinar sem saber precisamente o que você está fazendo. Não basta você aprender as fazer as contas "direito". Aliás, é quase impossível você aprender simplesmente a fazer "as contas direito" sem você aprender no caminho milhares de "porquês"... e não adianta tentar decorar os "porquês", como se fosse possível simplesmente listá-los e decorá-los - o tipo de raciocício que é cobrado nas provas, e que é "medido" pra determinar a sua nota, é bem diferente disto. Num mundo ideal os alunos entrariam na Universidade já tendo lido bastante, sabendo escrever em Português muito bem, sabendo argumentar claramente, e com uma certa desenvoltura de Matemática: sendo bastante bons em Álgebra básica (pelo menos até equações e inequações), e com bastante familiaridade com demonstrações (pelo menos em Geometria). Mas não estamos num mundo ideal... quase ninguém entra na Universidade sabendo o que deveria saber, e mesmo para as pessoas que fazem um 2º grau muito bom as primeiras disciplinas matemáticas "sérias" da universidade, como Cálculo e Matemática Discreta, são de um nível de dificuldade inacreditável em comparação com o que elas viram antes... Em Cálculo e Matemática Discreta você sai da posição de alguém que simplesmente repete os métodos dos livros e você começa a ser colocado na posição das pessoas que descobriram os métodos - você formula hipóteses, testa-as, e se você acha que um "método" que você descobriu funciona você tem que mostrar, de um modo que convença todo mundo, que ele funciona em todos os casos... e pra isto você tem que dar uma demonstração do seu "método". Em algum momento do seu curso você vai ter que aprender a "escrever" - não só em Português, como em linguagem matemática também. Não podemos cobrar que os alunos aprendam algo que parece complicado e vago - como "escrever" - sem ensiná-los ou orientá-los o suficiente; e, ao mesmo tempo, "aprender a escrever" é algo tão grande, e que demanda tanta energia, que não podemos confinar isto a uns poucos cursos e a umas poucas horas por semana... a única solução que me parece realista é dividirmos esse "aprender a escrever" entre todos os cursos do Básico, ensinando certas construções
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