Quick
index
main
eev
eepitch
maths
angg
blogme
dednat6
littlelangs
PURO
(C2,C3,C4,
 λ,ES,
 GA,MD,
 Caepro,
 textos,
 Chapa 1)

emacs
lua
(la)tex
maxima
 qdraw
git
lean4
agda
forth
squeak
icon
tcl
tikz
fvwm
debian
irc
contact

Critérios de Avaliação

O critério para aprovação é o seguinte: a nota final é a média das três provas - isto é, NF = (P1+P2+P3)/3 - e quem obtém pelo menos 6.0 nesta média final passa direto, quem obtém menos de 4.0 é reprovado direto, e quem fica com NF entre 4.0 e 5.9 tem que fazer a VS; dentre as pessoas que têm que fazer a VS quem tira pelo menos 6.0 nela é aprovado, e quem tira menos de 6.0 é reprovado.

(Em uns pouquíssimos casos o regulamento prevê que somos obrigados a dar uma espécie de prova de 2ª chamada - a "VS" - que quando é aplicada acontece pouco antes da VS. Não vou discutí-la aqui.)

O que é que faz as listas de exercícios, as provas, e os critérios de correção das provas serem como são? O que é que existe por trás da "nota" - o número que diz o quanto quanto você tirou um cada matéria?


As duas disciplinas que eu estou dando - Matemática Discreta e Cálculo 2 - são "básicas" em vários sentidos: as grades curriculares de CC e EP prevêem que elas devem ser cursadas no 1º e no 2º semestres respectivamente; elas são consideradas formalmente pré-requisitos para várias outras disciplinas (veja as grades), e além disso são pré-requisitos informais para várias outras; e elas são muito mais sobre linguagem e escrita matemática do que sobre métodos nos quais você pode se treinar sem saber precisamente o que você está fazendo.

Não basta você aprender as fazer as contas "direito". Aliás, é quase impossível você aprender simplesmente a fazer "as contas direito" sem você aprender no caminho milhares de "porquês"... e não adianta tentar decorar os "porquês", como se fosse possível simplesmente listá-los e decorá-los - o tipo de raciocício que é cobrado nas provas, e que é "medido" pra determinar a sua nota, é bem diferente disto.


Num mundo ideal os alunos entrariam na Universidade já tendo lido bastante, sabendo escrever em Português muito bem, sabendo argumentar claramente, e com uma certa desenvoltura de Matemática: sendo bastante bons em Álgebra básica (pelo menos até equações e inequações), e com bastante familiaridade com demonstrações (pelo menos em Geometria). Mas não estamos num mundo ideal... quase ninguém entra na Universidade sabendo o que deveria saber, e mesmo para as pessoas que fazem um 2º grau muito bom as primeiras disciplinas matemáticas "sérias" da universidade, como Cálculo e Matemática Discreta, são de um nível de dificuldade inacreditável em comparação com o que elas viram antes...

Em Cálculo e Matemática Discreta você sai da posição de alguém que simplesmente repete os métodos dos livros e você começa a ser colocado na posição das pessoas que descobriram os métodos - você formula hipóteses, testa-as, e se você acha que um "método" que você descobriu funciona você tem que mostrar, de um modo que convença todo mundo, que ele funciona em todos os casos... e pra isto você tem que dar uma demonstração do seu "método".


Em algum momento do seu curso você vai ter que aprender a "escrever" - não só em Português, como em linguagem matemática também. Não podemos cobrar que os alunos aprendam algo que parece complicado e vago - como "escrever" - sem ensiná-los ou orientá-los o suficiente; e, ao mesmo tempo, "aprender a escrever" é algo tão grande, e que demanda tanta energia, que não podemos confinar isto a uns poucos cursos e a umas poucas horas por semana... a única solução que me parece realista é dividirmos esse "aprender a escrever" entre todos os cursos do Básico, ensinando certas construções

Familiarização com os conceitos
Índice de reprovação típico: acima de 50%.
Reprovação não é punição, e aprovação não é prêmio.
Presença não é obrigatória.
Você vai ter que encontrar o seu próprio modo de estudar.
Uma sugestão: reescrever trechos dos livros,
  escrever o que você pensa.
Tipicamente centenas de páginas de anotações.
Sobre como passar nos cursos
  90% do curso acontece fora da sala de aula
  que passos podem ser omitidos
  vários estilos de escrita - num livro dá pra ver que dá pra confiar nos passos
  por isso que a gente está enfatizando coisas verdadeiras
  um truque: "isto aqui náo é verdadeiro nem falso, é um número"
  como apontar que um aluno usou uma regra inválida (por contra-exemplo)
  como apontar que um aluno fez um passo grande demais (difícil)
  alunos que dizem: "como isso aqui tá errado, o resultado tá certo"
  tivemos que redefinir o que é o "resultado" - o que se pede em questões
  só a prática vai fazer com que você aprenda a escrever bem

  "tá igual ao do fulano"
  "tá igual ao que você fez em sala"
  "tá igual ao que o monitor fez"
  "tá igual ao livro"
  Português ilegível
  Português também é uma linguagem formal

  Da mesma forma que um computador entende um programa com a sintaxe
  correta uma pessoa entende o que lê ou o que ouve

http://html.editorial-caminho.pt/show_produto__q1area_--_3Dcatalogo__--_3D_obj_--_3D34998__q236__q30__q41__q5.htm
http://www.editorial-caminho.pt/cache/html/area_compras__q1__q236__q30__q41__q5.htm
Um problema típico: frases incompletas. Exemplo:
  Como a derivada da constante é 0; se o gráfico tem a mesma variável
  (-x), sua derivada será igual à de uma função com qualquer outra
  constante.
http://terrytao.wordpress.com/advice-on-writing-papers/
http://terrytao.wordpress.com/career-advice/learn-and-relearn-your-field/