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This is the `doc/NAO_pt' file of GNU eev.
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Oi Debian-RJ,

Vou pedir um favor pra vocês: _não_ anunciem o mini-workshop de Emacs
e Eev -- que vai acontecer na UFF no sábado, 13/novembro/2004 -- no
Debian-RJ. Motivos:

 * "Anúncios de workshops" exigem "resumos" -- e eu tentei escrever um
   resumo que eu achasse honesto e não consegui. Eu vi que teria que
   explicar o que é Emacs, e as explicações mais óbvias, "Emacs é um
   editor de texto", "Emacs é um sistema operacional", "Emacs é um
   editor extensível", todas apontam pra direções erradas... Uma
   alternativa um pouco melhor seria:

     "o Emacs é um ambiente programável cuja linguagem de base
      é Lisp e que geralmente é usado como editor de texto"

   mas aí surgiriam as perguntas: "o que é um ambiente programável?" e
   "o que é Lisp"... eu só conheço três ambientes programáveis que
   estão em uso hoje em dia, que são Emacs, SmallTalk e Forth, e
   desses o Emacs é de longe o mais popular, então não adiantaria
   fazer comparações... quanto ao que é Lisp, se eu contar que a
   primeira implementação de um Lisp é de 1958 (ver
   http://www.paulgraham.com/rootsoflisp.html e
   http://www-formal.stanford.edu/jmc/history/lisp/node3.html) todo
   mundo iria sair correndo... As pessoas tem noções meio erradas do
   que são linguagens de programação...

 * O laboratório do Thadeu na UFF onde vai acontecer o mini-workshop
   tem 12 máquinas, e nós já temos 12 inscritos, mesmo com divulgação
   mínima. Além disso, o material que eu vou apresentar não está bem
   ordenado, metade eu já testei explicando pra pessoas e metade não;
   não quero excesso de expectativas, não quero gente dando com a cara
   na porta, quero poder dar atenção pra todo mundo, e quero que o
   workshop renda bem e que eu não saia acabado.

 * Eu tenho dois objetivos principais com esse workshop: um é fazer
   com que pelo menos algumas pessoas mais próximas minhas do
   Debian-RJ comecem a usar o eev bem, e aí a gente passe a poder
   usá-lo como ferramenta de comunição; o outro é me ajudar a
   estruturar a parte da documentação do eev que eu ainda não escrevi.
   Por exemplo, tou planejando um tutorial de Emacs centrado no eev,
   com uma ordem de exposição bem diferente dos tutoriais de Emacs
   usuais -- nele o Lisp vai aparecer já nos 5 primeiros minutos. Por
   sinal: pessoas que nunca usaram computador costumam aceitar essa
   abordagem "Lisp-cêntrica" muito bem, e pessoas que só usaram
   computadores como usuários de Windows muitas vezes empacam. Foi o
   que aconteceu num curso que eu dei na UERJ.

Pois então: acho que a gente não precisa de divulgação, muito menos de
um resumo (desses que são listas de tópicos, que aparecem em folders)
sobre o que vai acontecer no workshop; os objetivos deste workshop são
bem claros, são incompatíveis com divulgação e resumos, e, lembrem,
nada nos obriga a nos moldarmos aos formatos que a gente vê por aí.

As idéias do eev soam alienígenas nesse mundo de usuários onde as
propagandas nos bombardeiam com slogans tipo "você não precisa
aprender", "você não precisa pensar", "você não _quer_ pensar, pensar
é ruim e cansa", "pague-nos e você vai poder reduzir a sua vida a
ganhar dinheiro, consumir e descansar", "tudo que existe é resumível,
vendável e consumível". O único tipo de resumo do eev que eu considero
que seria fiel ao espírito dele (máquina aberta, tudo é examinável,
tudo pode ser automatizado, tudo pode ser escrito e comunicado) seria
uma série de READMEs totalmente mão-na-massa, com instruções,
screenshots e conceitos ilustrados com exemplos executáveis e
diagramas. E o mini-workshop é pra me ajudar a produzir estes READMEs.

  Obrigado,
  Eduardo Ochs
    edrx@mat.puc-rio.br
    http://angg.twu.net/
    http://angg.twu.net/eev-current/
    http://angg.twu.net/eev-current/README.html

  2004nov11



Local Variables:
coding: raw-text-unix
End: