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and the conversion rules are here.
% (find-angg "LATEX/2009-2-MD-comparacao.tex")
% (find-dn4ex "edrx08.sty")
% (find-angg ".emacs.templates" "s2008a")
% (defun c () (interactive) (find-zsh "cd ~/LATEX/ && ~/dednat4/dednat41 2009-2-MD-comparacao.tex && latex    2009-2-MD-comparacao.tex"))
% (defun c () (interactive) (find-zsh "cd ~/LATEX/ && ~/dednat4/dednat41 2009-2-MD-comparacao.tex && pdflatex 2009-2-MD-comparacao.tex"))
% (eev "cd ~/LATEX/ && Scp 2009-2-MD-comparacao.{dvi,pdf} edrx@angg.twu.net:slow_html/LATEX/")
% (defun d () (interactive) (find-dvipage "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.dvi"))
% (find-dvipage "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.dvi")
% (find-pspage  "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.pdf")
% (find-pspage  "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.ps")
% (find-zsh0 "cd ~/LATEX/ && dvips -D 300 -o 2009-2-MD-comparacao.ps 2009-2-MD-comparacao.dvi")
% (find-zsh0 "cd ~/LATEX/ && dvips -D 600 -P pk -o 2009-2-MD-comparacao.ps 2009-2-MD-comparacao.dvi && ps2pdf 2009-2-MD-comparacao.ps 2009-2-MD-comparacao.pdf")
% (find-zsh0 "cd ~/LATEX/ && dvips -D 300 -o tmp.ps tmp.dvi")
% (find-pspage  "~/LATEX/tmp.ps")
% (ee-cp "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.pdf" (ee-twupfile "LATEX/2009-2-MD-comparacao.pdf") 'over)
% (ee-cp "~/LATEX/2009-2-MD-comparacao.pdf" (ee-twusfile "LATEX/2009-2-MD-comparacao.pdf") 'over)

% (find-angg ".emacs.papers" "kopkadaly")
% (find-kopkadaly4page (+ 12  31) "\\linebreak[num]")
% (find-kopkadaly4text            "\\linebreak[num]")
% (find-kopkadaly4page (+ 12  33) "\\pagebreak[num]")
% (find-kopkadaly4text            "\\pagebreak[num]")

\documentclass[oneside]{book}
\usepackage[latin1]{inputenc}
\usepackage{edrx08}       % (find-dn4ex "edrx08.sty")
%L process "edrx08.sty"  -- (find-dn4ex "edrx08.sty")
\input edrxheadfoot.tex   % (find-dn4ex "edrxheadfoot.tex")
\begin{document}

\input 2009-2-MD-comparacao.dnt

%*
% (eedn4-51-bounded)

%Index of the slides:
%\msk
% To update the list of slides uncomment this line:
%\makelos{tmp.los}
% then rerun LaTeX on this file, and insert the contents of "tmp.los"
% below, by hand (i.e., with "insert-file"):
% (find-fline "tmp.los")
% (insert-file "tmp.los")

\def\mysec#1{\msk {\bf #1}}

{\setlength{\parindent}{0pt}

Matemática Discreta - 2009.2

Notas sobre Matematiquês vs.\ Pascal vs.\ C vs.\ Lua

Eduardo Ochs - PURO-UFF

Versão: 2009nov17, 23:30

}

% {\bf Versão preliminar - 2009sep23, 11:00}

% (A versão definitiva vai ser posta na Xerox

% e em \url{http://angg.twu.net/2009.2-C2.html})

\bsk



\mysec{Tipos}

Em C tudo são números --- até strings, arrays e funções são tratados
como números internamente (são pointers, ou seja, números que indicam
a posição na memória onde começa a representação daquele objeto). Cada
variável tem um tipo fixo (inteiro, pointer para char, etc),

Em Pascal também, {\sl internamente} --- mas o sistema de tipos faz
com que não possamos misturar inteiros, booleanos, funções, etc.

Em linguagens como Python, Ruby e Lua cada {\sl objeto} tem um tipo
fixo, mas cada variável é uma caixa que contem um objeto {\sl de
qualquer tipo}. Os resultados de expressões também são objetos: o
resultado de \verb|2+3| é um número, o resultado de \verb|2==4| é um
booleano (\verb|true| ou \verb|false|), e, no exemplo abaixo, o
resultado de \verb|m(2, 3)| um número (e o cálculo de \verb|m(2, 3)|
tem ``efeitos colaterais''), o resultado de \verb|m| é o objeto
contido na variável \verb|m| --- uma função.

Matematiquês é mais parecido com linguagens como Lua do que com
linguagens como C --- em Matematiquês temos vários tipos diferentes de
objetos (números, booleanos, listas, conjuntos, etc) e objetos de
tipos diferentes são diferentes. Em C o ``zero'' e o ``falso'' são
exatamente iguais!


\mysec{Listas e conjuntos}

Em linguagens de programação listas são fáceis de representar
(arrays!) mas conjuntos são difíceis; às vezes o único modo de
representar um conjunto numa linguagem de programação é fazer uma
função que recebe um elemento e retorna ou ``verdadeiro'' ou ``falso''
--- e interpretamos ``verdadeiro'' como ``pertence'' e ``falso'' como
``não pertence''.

Em Matematiquês nós sabemos manipular conjuntos --- até conjuntos
infinitos --- e sabemos até comparar conjuntos: lembre que definimos
$A=B$ como $A \subseteq B \land B \subseteq A$. Um programa que
testasse se dois conjuntos são iguais testando se as suas ``funções de
pertencimento'' são iguais levaria tempo infinito pra rodar.


\mysec{Igualdade}

O modo mais natural de testar se duas funções são iguais em Lua é ver
se as duas são ``a mesma'' -- isto é, se tanto uma quanto a outra
estão no mesmo lugar da memória, e portanto correspondem exatamente às
mesmas instruções. Duas funções com as mesmas instruções mas em
lugares diferentes da memória --- como a \verb|f1| e a \verb|f2| ---
são diferentes; seria possível inventar um outro tipo de função de
comparação que respondesse que a \verb|f1| e a \verb|f2| são iguais,
mas os criadores da linguagem resolveram definir o \verb|==| do modo
mais simples. Quanto às funções \verb|f2| e \verb|f3|, nós, humanos,
rapidamente descobrimos que elas dão os mesmos resultados, mas como é
que um computador poderia descobrir isso? É possível definir uma
função que compara funções que reconhece que \verb|f2| e \verb|f3| são
``iguais''?


\mysec{Funções}

Estamos vendo no curso de Matemática Discreta que em matematiquês
funções são representadas como relações, e já vimos que relações são
representadas como conjuntos; como sabemos comparar conjuntos sabemos
quando duas funções são ``iguais'' em Matematiquês.

Até pouco tempo atrás no curso parecia que funções eram objetos de um
tipo diferente dos outros, e que uma função nunca seria igual a um
número, um valor de verdade, uma lista, ou um conjunto... Agora que
nós vimos que funções ``são'' conjuntos nós descobrimos que, por
exemplo, se $f$ e $g$ são funções definidas por:
%
$$\begin{array}{rrcl}
  f: & \sof{1,2,3} &  \to & \R \\
     &           x & \mto & 4x \\
  g: & \sof{1,2,3} &  \to & \Z \\
     &           n & \mto & n2^2 \\
  \end{array}
$$
%
então:
%
$$f = g = \sof{(1,4), (2,8), (3, 12)}$$

Essa idéia de que ``funções são conjuntos'' é uma ``decisão dos
criadores da linguagem'', como a decisão dos criadores do C de que
``valores de verdade são números''.

Note que é possível extrair o domínio e a imagem de $f$ e $g$ ---
$\sof{1,2,3}$ e $\sof{4,8,12}$ --- a partir de $\sof{(1,4), (2,8), (3,
  12)}$, mas não os contradomínios --- $\R$ e $\Z$.


\mysec{Erros, loops, efeitos colaterais}

Em linguagens como Pascal e C, o domínio e o contradomínio são
especificados na definição das funções, e o compilador cuida para que
tanto os argumentos quanto o valor de retorno de uma função sejam
sempre dos tipos certos, mas isso não garante que uma função retorna:
ela pode entrar em loop e executar eternamente, ou ela pode dar um
erro --- por exemplo, \verb|sqrt(2)| dá erro. Além disso funções podem
ter ``efeitos colaterais'' quando executadas --- como imprimir coisas
e modificar variáveis --- que fazem com seja diferente executá-las uma
vez só ou duas...

Em matematiquês funções são representadas como conjuntos de pares que
simplesmente dizem que valor a função retorna para cada valor que ela
recebe. Aparentemente numa função definida por uma fórmula, como
%
$$\begin{array}{rrcl}
  h: & \R &  \to & \R \\
     &  x & \mto & (((x+1)x+2)x+3)x+4 \\
  \end{array}
$$
%
a fórmula é como um programinha que precisa ser executado a cada vez
que precisamos do resultado --- mas não é bem assim, é como se assim
que definimos uma função $f$ rodamos esse programinha (a fórmula) uma
vez para cada valor do domínio, e aí construímos a representação da
função como um conjunto de pares --- que funciona como uma tabela ---
e a partir daí iremos sempre só consultar a tabela.

Problema (pra pensar sobre): em linguagens de programação a função
\verb|sqrt| leva `\verb|real|'s em `\verb|real|'s (ou `\verb|float|'s
em `\verb|float|'s), e em matematiquês a função raiz quadrada vai de
$[0,\infty)$ em $\R$, mas às vezes fingimos que ela vai de $\R$ em
  $\R$ e que ela dá ``erro'' para argumentos negativos... qual é o
  valor de $0\sqrt{-2}$? Isso dá 0, erro, ou o quê?


\mysec{Ordem de execução}

Em linguagens de programação a ordem em que as instruções de um
programa vão ser executadas é pré-definida, e é conhecida pelos
programadores. Em matematiquês estamos vendo desde o início do curso
que o valor de expressões matemáticas pode ser calculado de vários
modos, em várias ordens, mas que o resultado é sempre igual... lembre
dos nossos diagramas com `$\squigto$'s, por exemplo:
%
%L forths["~>"] = function () pusharrow("~>") end
%L forths["<~"] = function () pusharrow("<~") end
%
%D diagram eval-order
%D 2Dx     100  +55  +40
%D 2D  100 A    B
%D 2D
%D 2D  +30 C    D    E
%D 2D
%D 2D  +30      E
%D 2D
%D (( A .tex= (1+2)(3+4)
%D    B .tex= (1+2)7
%D    C .tex= 3(3+4)
%D    D .tex= 37
%D    E .tex= 21
%D    A B ~> A C ~> B D ~> C D ~> D E ~>
%D ))
%D enddiagram
%D
$$\diag{eval-order}$$


\mysec{Redefinições}

Em linguagens de programação variáveis podem ser redefinidas e mudarem
de valor, e comandos como
%
$$\verb|contador = contador + 1;|$$
%
são válidos; em matematiquês dentro de cada contexto assim que uma
variável é definida fica impossível mudar o seu valor --- o único modo
de ``mudar o valor'' dela é fechar o contexto onde ela foi definida.

Expressões como
%
$$\begin{array}{cl}
  \sst{xA}{P(x)} \\
  xA.\,P(x) \\
  xA.\,P(x) \\
  x \; \mto \; 4x & \text{(numa definição de função)} \\
  \end{array}
$$
%
criam contextos, e algumas expressões em Português como ``Seja
$x=...$; então...'' também criam.

Note que estes ``contextos'' funcionam um pouco como os
``\verb|begin ... end|''s e as declarações de procedures e funções do
Pascal: quando damos nomes para os argumentos para procedures e
funções, ou quando criamos variáveis locais, estamos criando variáveis
cujos nomes ``deixam de existir'' quando o contexto é fechado.


\mysec{Strings}

Linguagens de programação têm strings, que se comportam como arrays de
caracteres; podemos definir strings em matematiquês mesmo sem
introduzirmos nenhum tipo novo (da mesma forma que relações são
definidas como conjuntos) definindo strings como listas de números ---
por exemplo, ``\verb|Hello|'' poderia ser só uma representação
conveniente para a lista (72, 101, 108, 108, 111) --- mas infelizmente
poucos livros de Matemática Discreta fazem isso... o Scheinerman não
faz, então não tratamos de strings no curso.


\mysec{Conjuntos infinitos}

Em matematiquês podemos ter listas e conjuntos infinitos --- $\R$,
$\N$ e $\Z$ são infinitos, por exemplo --- mas em linguagens de
programação não --- nem todo real pode ser representado como
\verb|real| ou \verb|float|, nem todo inteiro pode ser representado
como \verb|integer|. (Pense: como é que eles seriam representados na
memória?)

Em linguagens como Lua podemos ter um array ``circular'', \verb|A|, no
qual \verb|A[1] = A|; em matematiquês um conjunto $A$ não pode ser
membro de si mesmo (conjuntos ``circulares'' causavam problemas
lógicos, então ``consertaram'' as regras que diziam como conjuntos
podem ser construídos para que elas não permitissem mais que
construíssemos conjuntos que contivessem a si mesmos... mas não vamos
poder ver estas regras com detalhes neste curso).


\newpage

[Coisas novas - versão: 2009nov23, 8:00hs]

\msk

\mysec{Computações infinitas}

Em matematiquês certas expressões que levariam tempo infinito para
serem calculadas têm valores definidos. Por exemplo, sabemos que
%
$$n\sof{3,4,\ldots}.\, x,y,z\sof{1,2,\dots}.\, x^n+y^n=z^z$$
%
vale ou V ou F --- mas não se consegue encontrar um contra-exemplo
para esta sentença (obs: ela é o enunciado do ``Último Teorema de
Fermat''), e levaram mais de 300 anos para mostrar --- usando métodos
{\sl muito} indiretos --- que ela vale F.

{\sl Observação:} eu disse acima ``certas expressões'', mas na verdade
são todas as expressões ``bem-formadas'' em matematiquês; esta idéia
--- expressões ``bem-formadas'' em matematiquês puro, escrito só com
símbolos, sem português --- corresponde à idéia de um programa
sintaticamente correto, que um compilador consegue compilar; e da
mesma forma que em Pascal não podemos fazer referência a uma função
que ainda não foi definida (ou declarada), em matematiquês formal ---
{\sl vocês vão ter todas as regras em algum outro curso} --- não
podemos usar conjuntos, funções, relações, etc, que ainda não tenham
sido definidos (ou pelo menos declarados como variáveis)... Esta
restrição --- de que em matematiquês formal os objetos têm que ser
definidos em ordem, um de cada vez, de forma que a definição de cada
um só dependa das definições dos anteriores --- acaba fazendo com que
não possamos construir objetos que gerariam inconsistências lógicas,
como por exemplo o conjunto dos conjuntos que não pertencem a si
mesmos...

Um computador não conseguiria calcular o valor da sentença acima --- o
enunciado do Último Teorema de Fermat --- porque para confirmar que
ela dá F ele teria que testar todos os infinitos valores possíveis
para $n$, $x$, $y$, $z$; mas lembre que vimos que o valor de
$(1+2)(3+4)$ pode ser calculado em várias ordens diferentes... em
matematiquês nós podemos calcular o valor de uma expressão de muitos
modos diferentes, e sempre chegaremos ao mesmo resultado. {\sl Vários
  teoremas que fazem parte da matéria do curso de Matemática Discreta
  nos dão técnicas alternativas para calcular os valores de expressões
  bem mais rápido do que os modos óbvios}, e com um pouco de prática
calcular coisas ``via argumentos matemáticos'' se torna muitíssimo
mais rápido e mais confiável do que calcular coisas por computador.


\mysec{Representação}

O cálculo de uma expressão matemática gera um resultado, mas não gera
output; um programa de computador pode gerar um output que explique o
seu resultado --- veja a figura abaixo --- mas uma expressão
matemática não.

Vamos ver um exemplo. Digamos que queremos encontrar todos os modos de
preencher um retângulo de tamanho $4×2$ (que vamos chamar de
``caixa'') com quatro retângulos $1×2$ iguais (que vamos chamar de
``dominós''). Um programa pode imprimir isto aqui:

\newpage

{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
Os 5 modos de preencher a caixa com 4 dominós são:
    _______  
   | | | | | 
   |_|_|_|_|  (1,1,1,1)
    _______  
   | | |___| 
   |_|_|___|  (1,1,2)
    _______  
   | |___| | 
   |_|___|_|  (1,2,1)
    _______  
   |___| | | 
   |___|_|_|  (2,1,1)
    _______  
   |___|___| 
   |___|___|  (2,2)
\end{verbatim}
}

Não é difícil definir em matematiquês uma seqüência infinita $D_1,
D_2, D_3, \dots$ tal que cada $D_n$ seja a lista dos modos de
preencher a caixa $n×2$ com dominós. Os primeiros termos dela são:

$D_1 = ((1))$

$D_2 = ((1,1), (2))$

$D_3 = ((1,1,1), (1,2), (2,1))$

$D_4 = ((1,1,1,1), (1,1,2), (1,2,1), (2,1,1), (2,2))$

Mas repare, para essa seqüência fazer algum sentido para um leitor
precisamos explicar não só como construí-la como também como
interpretá-la...










\newpage


{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
(* Programa em Pascal *)

program teste;
function m(a: integer; b: integer): integer;
  begin WriteLn("  ", a, "*", b, " -> ", a*b); return(a*b); end;
function s(a: integer; b: integer): integer;
  begin WriteLn("  ", a, "+", b, " -> ", a+b); return(a+b); end;
function P1(a: integer): boolean;
  begin WriteLn("  ", a, "*", a, " < 10 -> ", a*a<10); return(a*a<10); end;
function P2(a: integer): boolean;
  begin WriteLn("  ", a, "=4 -> ", a=4); return a=4; end;
function P3(a: integer): boolean;
  begin WriteLn("  ", a, ">=9 -> ", a>=9); return a>=9; end;
procedure testaordem;
  begin WriteLn("2*3 + 4*5:");
        WriteLn(" -> ", s(m(2, 3), m(4, 5)));
        WriteLn;
  end;
procedure f123(function f(a: integer; b: integer): integer);
  begin WriteLn("f(f(1,2), f(3,4)):");
        WriteLn(" -> ", f(f(1, 2), f(3, 4)));
        WriteLn;
  end;
procedure existe_a_em_A_tal_que(function P(a: integer): boolean);
  begin WriteLn("Existe a em {1, 2, 4} tal que P:");
        WriteLn("-> P(1) or P(2) or P(4)");
        WriteLn(" -> ", P(1) or P(2) or P(4));
        WriteLn;
  end;

begin
  testaordem;
  f123(s);
  f123(m);
  existe_a_em_A_tal_que(P1);
  existe_a_em_A_tal_que(P2);
  existe_a_em_A_tal_que(P3);
end.
\end{verbatim}
}

\newpage

{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
(* Output do programa em Pascal:

2*3 + 4*5:
 ->   4*5 -> 20
  2*3 -> 6
  6+20 -> 26
26

f(f(1,2), f(3,4)):
 ->   3+4 -> 7
  1+2 -> 3
  3+7 -> 10
10

f(f(1,2), f(3,4)):
 ->   3*4 -> 12
  1*2 -> 2
  2*12 -> 24
24

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) or P(2) or P(4)
  1*1 < 10 -> True
 -> True

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) or P(2) or P(4)
  1=4 -> False
  2=4 -> False
  4=4 -> True
 -> True

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) or P(2) or P(4)
  1>=9 -> False
  2>=9 -> False
  4>=9 -> False
 -> False

*)
\end{verbatim}
}

\newpage


% #*
% cat > /tmp/foo.c <<'%%%'
{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
/* Programa em C: */

#include <stdio.h>
int m(int a, int b) { printf("  %d*%d -> %d\n", a, b, a*b); return a*b; }
int s(int a, int b) { printf("  %d+%d -> %d\n", a, b, a+b); return a+b; }
int P1(int a) { printf("  %d*%d < 10 -> %d\n", a, a, a*a<10); return a*a<10; }
int P2(int a) { printf("  %d==4 -> %d\n", a, a==4); return a==4; }
int P3(int a) { printf("  %d>=9 -> %d\n", a, a>=9); return a>=9; }
void testaordem(void) {
  printf("2*3 + 4*5: \n");
  printf(" -> %d\n\n", s(m(2, 3), m(4, 5)));
}
void f123(int(*f)()) {
  printf("f(f(1,2), f(3,4)):\n");
  printf(" -> %d\n\n", f(f(1, 2), f(3, 4))); 
}
void existe_a_em_A_tal_que(int(*P)()) {
  printf("Existe a em {1, 2, 4} tal que P:\n");
  printf("-> P(1) || P(2) || P(4)\n");
  printf(" -> %d\n\n", P(1) || P(2) || P(4)); 
}

main() {
  testaordem();
  f123(s);
  f123(m);
  existe_a_em_A_tal_que(P1);
  existe_a_em_A_tal_que(P2);
  existe_a_em_A_tal_que(P3);
}
\end{verbatim}
}
%%%
% cd /tmp/ && gcc -ansi foo.c && ./a.out
% # (find-sh "cd /tmp/ && gcc -ansi foo.c && ./a.out")
% #*

\newpage

{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
/* Output do programa em C:

2*3 + 4*5: 
  4*5 -> 20
  2*3 -> 6
  6+20 -> 26
 -> 26

f(f(1,2), f(3,4)):
  3+4 -> 7
  1+2 -> 3
  3+7 -> 10
 -> 10

f(f(1,2), f(3,4)):
  3*4 -> 12
  1*2 -> 2
  2*12 -> 24
 -> 24

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1*1 < 10 -> 1
 -> 1

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1==4 -> 0
  2==4 -> 0
  4==4 -> 1
 -> 1

Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1>=9 -> 0
  2>=9 -> 0
  4>=9 -> 0
 -> 0

*/
\end{verbatim}
}




\newpage

% #*
% 
% * (eepitch-lua51)
% * (eepitch-kill)
% * (eepitch-lua51)
{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
-- Programa em Lua:

function printf(...) write(format(...)) end
function str(obj) return tostring(obj) end

function m(a, b) printf("  %d*%d -> %d\n", a, b, a*b); return a*b end
function s(a, b) printf("  %d+%d -> %d\n", a, b, a+b); return a*b end
function P1(a) printf("  %d*%d < 10 -> %s\n", a, a, str(a*a<10)); return a*a<10 end
function P2(a) printf("  %d==4 -> %s\n", a, str(a==4)); return a==4 end
function P3(a) printf("  %d>=9 -> %s\n", a, str(a>=9)); return a>=9 end
function testaordem()
    printf("2*3 + 4*5: \n")
    printf(" -> %d\n\n", s(m(2, 3), m(4, 5)))
  end
function f123(f)
    printf("f(f(1,2), f(3,4)):\n")
    printf(" -> %d\n\n", f(f(1, 2), f(3, 4)))
  end
function existe_a_em_A_tal_que(P)
    printf("Existe a em {1, 2, 4} tal que P:\n")
    printf("-> P(1) || P(2) || P(4)\n")
    printf(" -> %s\n\n", str(P(1) or P(2) or P(4)))
  end

testaordem()
f123(s)
f123(m)
existe_a_em_A_tal_que(P1)
existe_a_em_A_tal_que(P2)
existe_a_em_A_tal_que(P3)

function f1(a) return 4*a end
function f2(a) return 4*a end
function f3(a) return a*4 end
print(f1, f2, f1==f2)
print(f1==f1)
\end{verbatim}
}

\newpage

\noindent
Log do programa em Lua (rodado interativamente):

{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
Lua 5.1.2  Copyright (C) 1994-2007 Lua.org, PUC-Rio
> -- Programa em Lua:
> 
> function printf(...) write(format(...)) end
> function str(obj) return tostring(obj) end
> 
> function m(a, b) printf("  %d*%d -> %d\n", a, b, a*b); return a*b end
> function s(a, b) printf("  %d+%d -> %d\n", a, b, a+b); return a*b end
> function P1(a) printf("  %d*%d < 10 -> %s\n", a, a, str(a*a<10)); return a*a<10 end
> function P2(a) printf("  %d==4 -> %s\n", a, str(a==4)); return a==4 end
> function P3(a) printf("  %d>=9 -> %s\n", a, str(a>=9)); return a>=9 end
> function testaordem()
>>     printf("2*3 + 4*5: \n")
>>     printf(" -> %d\n\n", s(m(2, 3), m(4, 5)))
>>   end
> function f123(f)
>>     printf("f(f(1,2), f(3,4)):\n")
>>     printf(" -> %d\n\n", f(f(1, 2), f(3, 4)))
>>   end
> function existe_a_em_A_tal_que(P)
>>     printf("Existe a em {1, 2, 4} tal que P:\n")
>>     printf("-> P(1) || P(2) || P(4)\n")
>>     printf(" -> %s\n\n", str(P(1) or P(2) or P(4)))
>>   end
> 
> testaordem()
2*3 + 4*5: 
  2*3 -> 6
  4*5 -> 20
  6+20 -> 26
 -> 120

> f123(s)
f(f(1,2), f(3,4)):
  1+2 -> 3
  3+4 -> 7
  2+12 -> 14
 -> 24

> f123(m)
f(f(1,2), f(3,4)):
  1*2 -> 2
  3*4 -> 12
  2*12 -> 24
 -> 24
\end{verbatim}
}

\newpage

{\myttchars
\footnotesize
\begin{verbatim}
> existe_a_em_A_tal_que(P1)
Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1*1 < 10 -> true
 -> true

> existe_a_em_A_tal_que(P2)
Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1==4 -> false
  2==4 -> false
  4==4 -> true
 -> true

> existe_a_em_A_tal_que(P3)
Existe a em {1, 2, 4} tal que P:
-> P(1) || P(2) || P(4)
  1>=9 -> false
  2>=9 -> false
  4>=9 -> false
 -> false

> 
> function f1(a) return 4*a end
> function f2(a) return 4*a end
> function f3(a) return a*4 end
> print(f1, f2, f1==f2)
function: 0x851cba8	function: 0x8516f90	false
> print(f1==f1)
true
>
\end{verbatim}
}







%*

\end{document}

% Local Variables:
% coding:           raw-text-unix
% modes:            (latex-mode fundamental-mode)
% ee-anchor-format: "«%s»"
% End: