Termo de depoimento da Etel (25/set/2023)O e-mail original está aqui: PDF. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
TERMO DE DEPOIMENTO Aos 07 (sete) dias do mês de julho de 2023, às 14 horas, utilizando o link: https://meet.google.com/tcv-wpen-far, presentes os Professores Irene Bulcão, SIAPE 1696173, Haroldo da Costa Belo, SIAPE 302887, e Isabel Lugão Rios, SIAPE 1045999, respectivamente presidente e membro da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar nº 23069.020150/2022-64, designada pela Portaria nº 1.818 de 26 de outubro de 2022, publicada no Boletim de Serviço nº ANO LVI – N.° 210, 09/11/2022 da Universidade Federal Fluminense, compareceu, em decorrência de intimação desta comissão, a Professora Etel Rodrigues Pereira Gimba – SIAPE: 1319632, Chefe do Departamento de Ciências da Natureza (RCN) para prestar declarações acerca dos fatos noticiados nos termos do referido processo. Esteve presente também o Professor Eduardo Ochs, SIAPE 1669224. Advertida a testemunha de que se fizer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade incorre no crime de falso testemunho, conforme capitulado no art. 342 do Código Penal, Decreto-Lei nº 2.848, de 07 de dezembro de 1940, prestou o compromisso legal. Destacamos que na convocação para o depoimento da Professora Etel Rodrigues Pereira Gima esta Comissão solicitou o encaminhamento de atas departamentais que registrem situações de ocorrências envolvendo o Prof. Eduardo Ochs e as ações do departamento em relação a estas, de modo que a Professora Etel Rodrigues Pereira Gima encaminhou antecipadamente a seguinte documentação, que seguirá anexa ao depoimento: 1) Ata da 2ª Reunião Ordinária do Departamento de Ciências da Natureza, do Instituto de Humanidades e Saúde, da Universidade Federal Fluminense, realizada em 16/02/2023, aprovada em 27/04/23; 2) Ata da 5a Reunião Ordinária do Departamento de Ciências da Natureza, do Instituto de Humanidades e Saúde, da Universidade Federal Fluminense, realizada em 11/08/2022; 3) DETERMINAÇÃO DE SERVIÇO RCN/UFF No 5, DE 23 DE AGOSTO DE 2022 que designou docentes para a Comissão de acompanhamento das disciplinas de Cálculo II e Cálculo III, do Departamento de Ciências da Natureza; e 4) DETERMINAÇÃO DE SERVIÇO RCN/UFF No 6, DE 05 DE SETEMBRO DE 2022 que designou docentes para a Banca de Revisão de Notas das Avaliações das disciplinas de Cálculo II e Cálculo III, do Departamento de Ciências da Natureza. Toda a oitiva foi gravada e transcrevemos abaixo as perguntas e pronunciamentos da testemunha. 01. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo: com relação à documentação enviada, qual a diferença entre a “Comissão de Acompanhamento” e a “Banca de Revisão de Notas” das disciplinas de Cálculo II e Cálculo III, do Departamento de Ciências da Natureza? RESPONDEU QUE pretende explicar o que que é cada uma quando for apresentar o histórico dos acontecimentos envolvendo o Professor Eduardo Ochs. 02. PERGUNTADA pela Profa. Irene se pode iniciar a apresentação deste histórico, incluindo o comentário sobre os documentos encaminhados. RESPONDEU QUE agradece a oportunidade de apresentar esse histórico, comentando que inclusive organizou um texto, pra temporalmente ser bem fidedigna ao que aconteceu. Comenta que muitas das reclamações feitas por parte dos alunos e das coordenações não estão todas registradas em atas do RCN. Comenta que o estatuto da universidade parece claro que nestas situações de sindicância ou de processo administrativo tem que haver sigilo. Então, sempre no intuito de não expor o professor a situações públicas, a chefia teve o cuidado de tratar essas questões diretamente com o Prof. Eduardo. Que as duas atas encaminhadas registram as duas únicas ocasiões que há registro de discussão sobre a situação do Prof. Eduardo Ochs e relatam situações mais avançadas no processo administrativo e mesmo assim preservando o professor. Diz que inclusive o próprio Prof. Eduardo agradece pela forma como a chefia do RCN abordou o assunto. Afirma que outra questão que aparece no estatuto da UFF é que o caso de uma sindicância ou de um processo administrativo ocorre já num estágio mais avançado da situação problema, digamos assim; porém, tudo tem que começar com uma conversa individual com o professor, com uma advertência. Então, como Chefe de Departamento seguiu esses passos todos, tendo o cuidado de seguir estritamente o estatuto da universidade. Passa a relatar que ela e a Profa. Flávia Brasil foram nomeadas Chefe e Vice Chefe do RCNe em julho de 2021, e que o primeiro contato com o Prof. Eduardo Ochs, em relação às questões abordadas neste PAD, ocorreu em agosto de 2022. O departamento recebeu no dia 3/08/2022 e- mail do grupo de professores da matemática do RCN encaminhando ata de reunião deste grupo que aconteceu no dia 7/07/2022, que essa reunião foi motivada pela questão do não cumprimento do programa das disciplinas por parte do Prof. Eduardo e também por uma defasagem dos alunos, em termos de aprendizado, nas disciplinas lecionadas por ele. Teve então uma conversa com o prof. Fábio Gonçalves, que é o coordenador desse grupo da matemática, na qual ele solicitou que encaminhasse no nosso departamento a criação de uma Comissão de Acompanhamento para as disciplinas do Prof. Eduardo – cuja DTS publicada em 23 de agosto de 2022 foi um dos documentos encaminhados antecipadamente. A ideia dessa Comissão de Acompanhamento foi que esse grupo de professores da matemática pudesse acompanhar – até presencialmente – as aulas do Prof. Eduardo, verificando se o programa da disciplina estava acontecendo ou não, e dando sugestões para que se evitassem as reclamações que estavam acontecendo não só por parte dos alunos, mas também por parte das coordenações de curso. A criação desta Comissão foi comunicada em reunião departamental na forma de um informe, sem expor a situação que estava surgindo em relação ao Prof. Eduardo. Em função de novas reclamações de alunos que aconteceram ao final do semestre foi criada outra comissão, a qual se refere a segunda DTS encaminhada: uma Comissão de Revisão das notas das disciplinas de Cálculo II e Cálculo III. Aconteceram várias questões em relação às notas, mas uma das questões era o descumprimento do prazo regulamentar de 3 dias entre a divulgação da nota final e o dia da Verificação Suplementar (VS). Esta Comissão iria revisar as provas e as notas que estavam sendo liberados. Nesta mesma época, em 11 de agosto, o Prof. Ochs abriu um processo solicitando afastamento para participação de um evento nacional; no dia 27 desse mesmo mês, dei ciência nesse pedido, porém não emiti o despacho autorizando porque verifiquei que o servidor não poderia estar respondendo uma sindicância ou processo administrativo quando ele solicita afastamento; de toda forma, o Prof. Ochs foi para o afastamento, inclusive, anexou ao processo um relatório da atividade de participação nesse evento. Então, enfim, apesar da não liberação para o afastamento, ele foi para esse afastamento. Apesar da criação da comissão de acompanhamento das disciplinas do Prof. Ochs foram chegando novas e novas reclamações no e- mail do departamento não só por parte dos alunos, mas também por parte das coordenações dos Cursos de Engenharia de Produção e de Ciência da Computação. Foi então realizada uma reunião com o Prof. Ochs, na qual também esteve presente a Prof Flávia, que é a vice chefe do departamento. Essa reunião foi feita por Meet e gravada, o link está disponibilizado – inclusive o Prof. Ochs recebeu cópia desse vídeo. Nessa reunião apresentamos o conjunto de reclamações que estavam chegando ao departamento e propusemos algumas ações para tentar resolver as questões que estavam acontecendo. Com relação ao não cumprimento do programa das disciplinas, solicitamos que ele nos enviasse diretamente o que tinha acontecido nas turmas. Outro problema apontado pelos alunos e pelas coordenações era o constante atraso do professor no início das aulas; para tal solicitamos a ele que em todas as aulas passasse na lista de presença, com horário de início e do final das aulas para que ele também se pudesse proteger de novas acusações e tentasse resolver isso de uma maneira mais tranquila. Infelizmente não recebemos informações sobre o cumprimento dos programas, tampouco essas listas de presença. E reclamações continuaram a chegar no e-mail do departamento. Só então foi decidida a abertura deste processo administrativo, inclusive pressionada por demandas das coordenações por uma tomada de providências. Havia dúvida se o processo seria uma sindicância ou um processo administrativo. Verificamos que se enquadrava em um processo administrativo, segundo nossa consulta ao estatuto e assim foi encaminhado para o Instituto de Humanidades e Saúde (RHS). Solicitamos a abertura desse processo administrativo por ofício em outubro de 2022, juntamente com todos os documentos oriundos das coordenações e dos alunos. Já em fevereiro de 2023 surgiu uma outra questão, porque os alunos e as coordenações não queriam mais alocar o professor Eduardo em disciplinas, diante de todas as reclamações anteriores e isso acabou acarretando um aumento da carga horária de outros professores do grupo da matemática. Inclusive a vice chefe do departamento ficou bastante incomodada com esse aumento da carga horária dos docentes e fez registrar em ata de reunião (uma das enviadas antecipadamente). Quero reforçar que esse foi um histórico resumido, não é de tudo o que aconteceu. Destaco que tivemos durante todo esse tempo o cuidado de não expor o prof. Eduardo nas reuniões de departamento falando dessas denúncias das condenações e dos alunos. Nas duas reuniões em foram dados informes sobre a criação da Comissão de Acompanhamento e sobre essa questão do aumento da carga horária, as atas foram encaminhadas a esta Comissão de PAD. Pede que fique registrado que nada disso resulta de algo pessoal, não é opinião minha, eu e a Flávia - vice chefe - somente executamos o que nos foi pedido: repassamos a documentação para as instâncias que fariam essa avaliação que resulta na formação desta comissão de PAD. Depois dessa contextualização me coloco a disposição para esclarecer qualquer ponto e responder perguntas. 03. PERGUNTADA pela Profa. Isabel sobre o afastamento solicitado pelo Prof. Eduardo: para onde foi esse afastamento? Foi no país. RESPONDEU QUE foi para participação em um Congresso em Salvador. 04. PERGUNTADA pela profa. Isabel: quando o regimento menciona não expor publicamente o professor, considera ser a plenária departamental exposição pública? Porque é uma reunião de âmbito privado. RESPONDEU QUE entende que sim, porque muitas pessoas estão presentes ali na reunião departamental. Houve o entendimento de fazer uma primeira advertência em reunião somente com a presença do professor. Foram os professores do grupo da matemática que desencadearam essas questões e também tiveram essa preocupação de não expor o Prof. Eduardo na reunião de Departamento. 05. PERGUNTADA pela Profa. Isabel se teria pessoas dentro do departamento que não estavam a par da situação que estava acontecendo. RESPONDEU QUE acho que todos os professores do Departamento acabam sabendo pela “rádio corredor”, mas não foram oficialmente informados pela chefia. Cabe registrar que neste momento, com 19 minutos de reunião, o Prof. Eduardo solicita o ingresso na reunião e é autorizado pela Profa. Irene que esclarece que iniciaram a oitiva com a Profa. Etel no horário marcado. 06. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo sobre a reclamação do grupo de matemática em relação ao aumento de carga horária em decorrência dessa situação do Prof. Eduardo. O Prof. Eduardo teve a carga horária reduzida e, por isso, as os outros professores tiveram que cobrir? Ou foi por algum outro motivo? RESPONDEU QUE a questão aqui é que, motivadas pelas reclamações de alunos, as coordenações dos cursos de Ciência da Computação e de Engenharia de Produção pediram que o professor não fosse mais alocado naquelas mesmas disciplinas que ele estava alocado anteriormente, pelo fato dos programas não estarem sendo cumprido e as questões dos atrasos – como já mencionado e como descrito nos documentos. Desta forma como ele não daria essas disciplinas, isso obviamente sobrecarregou os outros professores da mesma área, que são os da matemática, visto que precisaram assumir essa carga horária que não seria dada pelo professor. 07. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo se o Prof. Eduardo tinha outras disciplinas para ministrar, visto que a coordenação solicitou que não atuasse mais naquelas disciplinas específicas. RESPONDEU QUE o Prof. Eduardo foi alocado em outras disciplinas, e que isso acarretou e ainda assim acarreta, aumento de carga horária de outros professores, mas que não sabe detalhar exatamente de que modo e sugere que seria mais adequado perguntar aos professores do grupo da matemática sobre isso. A Profa. Isabel faz um comentário no qual cogita que talvez esse aumento da carga de trabalho se deva ao aumento de número de alunos por turma que aumentaria as horas de trabalho do professor dedicadas à correção de provas e trabalhos. O Prof. Haroldo comenta que pelo que entendeu da questão o aumento da carga horária por assumir essas disciplinas antes ministradas pelo Prof. Eduardo não foi culpa dele, pois ele cobriu outras disciplinas. 08. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo Pessoal se o Prof. Eduardo continua com carga horária de ensino atribuída a ele?. RESPONDEU QUE sim, ele assumiu outras disciplinas, que essa é a informação que tem. Mas que disciplinas foram tiradas e foram supridas pelos outros professores. A Profa. Irene afirma que parte das perguntas que tinham organizado foram respondidas no histórico apresentado pela Profa. Etel, porém ainda há algumas informações que a Comissão do PAD gostaria de obter. 09. PERGUNTADA pela profa. Irene a respeito às ações que foram tomadas pelo departamento no sentido de, digamos, redirecionar a conduta do prof. Eduardo, haja vista a série de registros de reclamações. RESPONDEU QUE aconteceu uma reunião com o professor ainda no semestre de 2022. 10. PERGUNTADA pela profa. Irene sobre outras ações efetivas que foram tomadas pelo RCN anteriores a abertura da desse processo? RESPONDEU QUE que só pode se referir as ações durante sua gestão como Chefe, e que o que aconteceu antes, eu sei, mas eu não tenho documentação para mostrar para vocês e certamente, se vocês forem consultar os chefes anteriores, eles vão relatar algo. Diz que se baseou no Estatuto da UFF, que diante de situações de reclamações das atitudes do professor, primeiro deve convocá-lo para uma conversa. Esta também foi a sugestão da comissão do setor da matemática na tentativa de evitar um processo mais complicado, como uma sindicância ou um processo administrativo. Considerando que os pontos principais eram a questão do não cumprimento do programa, e que, pelas informações que teve acesso, já vem de há muito tempo, mas que não se resolveu até hoje. Quer dizer, até o momento em que eu me reuni com o Prof. Eduardo pedindo que ele realmente tentasse cumprir o cronograma, identificando as questões que eram levantadas pela comissão de acompanhamento. Que as estratégias que estavam sendo proposta pelo professor, não estavam surtindo efeito, então que ele precisava ouvir a opinião dos demais da mesma área. Que são professores que trabalham na mesma área e que sabem como isso impactará em outras disciplinas mais adiante nos cursos. Colegas que afirmam que os alunos chegavam nessas disciplinas mais a frente sem ter o conhecimento básico do que eles deveriam ter aprendido na disciplina ministrada pelo professor Eduardo. Na reunião realizada com o Prof. Eduardo que está gravada, foi solicitado que o programa apresentado fosse realmente cumprido, visto que essa era uma das reclamações: que o programa não era cumprido e que no momento da prova eram cobradas questões que não haviam sido apresentadas em aula. Então a forma que a gente entendeu que isso poderia ser melhorado sem seguir um processo mais complexo era o de fazer programa e cronograma acontecer e para isso pedimos a apresentação semanal do que era planejado e do que realmente foi feito. Eu nunca recebi esses documentos. A outra questão que era em relação aos constantes atrasos no início das aulas e os alunos não eram informados sobre esses atrasos. A maneira que a gente pensou de resolver isso foi sugerido que ele apresentasse uma lista de presença com horário de início, horário final, inclusive no dia da prova, assinado pelos alunos, pois se os alunos assinam não poderiam reclamar sobre isso depois. Também não recebemos nada sobre isso, nem nenhuma comunicação de que isso não deu certo. Enfim, parece que as coisas continuaram com estavam. Foi pedido insistentemente que a gente tomasse providências, então fizemos o que mandava o estatuto da universidade, foi isso. Volto a dizer, não era algo de opinião nossa, seguimos os trâmites. 11. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo sobre por que não se optou no primeiro momento por uma sindicância, que é uma coisa muito mais simples, mais rápida e mais objetiva? RESPONDEU QUE se lembra que na sindicância se quer investigar o que aconteceu, quando não sabe exatamente o que aconteceu e isso não se enquadrava no quadro dessa situação. Neste caso se sabia quais eram os fatos relatados, tinha documentos que diziam quais eram as situações que estavam acontecendo. Pelo que eu entendi da documentação que a gente verificou, a sindicância se aplica mais quando você ainda vai investigar o fato ocorrido e quem são os autores. No caso, todas as reclamações eram direcionados ao prof. Eduardo, todos os documentos emitidos pelos alunos e pelas coordenações de curso eram direcionados a ele. Então, houve o entendimento que por isso deveria ser encaminhado um processo administrativo e não uma sindicância. 12. PERGUNTADA pela Profa. Isabel sobre uma questão que não está relacionada diretamente com esse processo, mas que algumas vezes acontece, é que coisas que não estão necessariamente previstas, mas devido à condições da localidade, como um polo de interior. Por exemplo, seria comum aplicar prova fora do período letivo? Ou estender um pouco mais o prazo ou reduzir um pouco mais? Não é uma pergunta simples, mas gostaria de saber se alguma coisa pode ter induzido o professor a achar que isso seria aceitável. RESPONDEU QUE nunca recebeu nenhuma informação no sentido de que, por estar num campus fora da sede, teria necessidade de descumprir os prazos referentes a lançamentos de nota, por exemplo. Inclusive, conversamos com o próprio prof. Eduardo sobre isso na reunião que está gravada no vídeo. Ele também tem o hábito de entregar no último segundo ou atrasar as notas. Entregar no último segundo está correto, mas depois não, porque isso acarreta nos alunos não poderem se matricular. Enfim, tem uma série de consequências. Devem saber. Eu nunca tive nenhuma informação de que isso era uma prática no nosso campus, todo mundo cumpre os prazos. Todo mundo respeita esse período entre a divulgação da nota final e o dia da VS, por exemplo. 13. PERGUNTADA pela Profa. Isabel se haveria alguma razão para o Prof. Eduardo achar que isso era normal. RESPONDEU QUE se o Prof. Eduardo tem essa razão, nunca apresentou para nós, que não tem nada relatado sobre isso. 14. PERGUNTADA pelo Prof. Haroldo acerca da documentação que conta no processo onde consta que o prof. Eduardo apresentou problema desde 2009. Sei que não tem nada a ver com a gestão da senhora, porém é estranho que na ficha funcional do professor não tenha nenhuma observação sobre qualquer tipo de irregularidade na sua vida funcional ao longo desses anos todos. Se havia já problemas desde 2009, como registrado na documentação do processo, não parece ter sido tomada uma atitude mais enfática. Talvez até de uma sindicância, porque aí ficaria registrado sim, na ficha funcional do servidor que este já apresentou, em algum momento, algum tipo de problema. E é mais estranho, pois se isso vem ocorrendo desde o ingresso do professor em 2009, isso acarretaria até um problema no estágio probatório. Pois se já apresentou problema logo no primeiro ano da sua atividade já não seria um problema no estágio probatório? RESPONDEU QUE a princípio sim, porém não se sente muito confortável de falar sobre isso porque, volto a dizer, não estava na gestão do departamento nesse período e que não seria muito ético fazer esse tipo de comentário. Que não tem informação sobre o estágio probatório do professor e mesmo das avaliações de progressão funcional. Sabe que já havia problemas com o Prof. Eduardo, mas não sabe dizer porque razão isso não foi levado em consideração pelas gestões anteriores, mas essas são informações que teve acesso de forma extraoficial. Quanto a parte da ficha funcional, conversei com alguns dos outros chefes anteriores a mim, e eles disseram que de fato não foi colocada nenhuma observação. Caso achem interessante, minha sugestão é que talvez vocês possam conversar com os chefes anteriores que terão seus próprios relatos sobre sua gestão. Volto a dizer, que realmente não me sinto muito confortável ao avançar em questões anteriores a minha gestão, porque eu não tenho essa documentação. 15. PERGUNTADA pela Profa. Irene, no sentido de dimensionar um pouco essas ocorrências, há registro junto ao departamento de reclamações de alunos com relação algum outro professor do departamento? RESPONDEU QUE não tem registro de reclamação sobre nenhum outro professor durante sua gestão. Mas como o departamento foi criado em 2014, pode ter acontecido em gestões anteriores, mas se tivesse havido algumas situação mais graves, teria tomado conhecimento, mas me recordo de nenhum caso. 16. PERGUNTADA pela Profa. Irene, considerando que muitas dessas reclamações dizem respeito à questão do cumprimento dos prazos em relação às atividades avaliativas e a devolutiva das notas e aos prazos do calendário tanto escolar quanto administrativo, os relatórios de lançamento de nota e mesmo os materiais de prova das disciplinas estão arquivados no departamento? O departamento mantém esse arquivo das provas e trabalhos dos alunos e os relatórios de lançamentos de nota? Porque assim, as afirmações de que os prazos foram descumpridos, poderia ser verificada. Inclusive, acho que foi nesse sentido o questionamento do Prof. Haroldo sobre a abertura de uma sindicância, que verificaria os fatos relatados. Afirmações de que esses atrasos aconteceram são recorrentes, mas não temos documentação que comprove. Os relatórios de nota, com a data da entrega deles, poderia servir para verificar essa ocorrência. RESPONDEU QUE no RCN, não só na minha gestão, como nas anteriores, os professores vão sendo lembrados dos prazos para lançar as notas. Que sempre tem uns que ficam até o último dia para lançar as notas ou que esquecem a data, então tudo isso tem registado por e-mail. Mas que as avaliações, as provas em geral, ficam com os professores. Não ficam no departamento. Eu mesma nunca disponibilizei as provas para o departamento, elas ficam comigo. 17. PERGUNTADA pela Profa. Isabel se a comissão de acompanhamento guardou, pelo menos daquele semestre, as provas realizadas pelos alunos? RESPONDEU QUE a Comissão de Revisão tem as provas que fizeram revisões, com certeza eles têm, porque como estava no período ainda híbrido, eles receberam essas provas por e-mail. Mas os membros da Comissão com certeza terão essas informações em maiores detalhes. 18. PERGUNTADA pela Profa. Irene se os programas e cronogramas das disciplinas foram encaminhados ao departamento? Já que esses documentos devem ser registrados no próprio sistema do IDUFF, onde os alunos têm a possibilidade de acessá-los, tanto os do período vigente quanto dos períodos anteriores. Esses programas e cronogramas não têm sido apresentados ao departamento pelo professor? RESPONDEU QUE não recebeu durante sua gestão. Mas que os professores do setor recebem, porque eles compartilham entre eles, já que eles compartilham as disciplinas, então eles organizam entre eles. Mas aqui o que parece importar é outra questão, diz respeito ao acompanhando do programa, a verificar se aquilo foi cumprido. Esse que é o ponto, a questão mais delicada, pois os alunos não chegavam com o conhecimento necessário para fazer a disciplina seguinte. Mas os programas são aprovados como você falou em plenária departamental e estão disponibilizados para todas as disciplinas. Porém a questão é o acompanhamento mesmo. 19. PERGUNTADA pela Profa. Irene mais uma vez, se os programas e cronogramas têm sido entregues ao departamento no início de cada semestre para aprovação, porque então, a questão não no planejar a disciplina, mas sim em executar o planejado. RESPONDEU QUE na verdade, o programa da disciplina tem sido o mesmo desde muito tempo e que só quando ele muda é que volta a ser avaliado e aprovado em reunião departamental. Que teve uma mudança durante o período da pandemia, mas em função das dificuldades desse período, mas isso foi aprovado especificamente para o período remoto. Mas voltando ao presencial, é como sempre foi. Volto a dizer, a questão mais delicada é o cumprimento do que é apresentado aos alunos. Que o prof. Eduardo comentou que compartilha muita coisa com os alunos via Telegram, mas ele depois pode falar. Porém, eu não tenho acesso a isso e não sei o quanto do que é disponibilizado é acompanhado pelos alunos. Realmente não sei dizer porque eu não tenho acesso a essa informação. 20. PERGUNTADA pela Profa. Isabel a respeito de uma coisa que me parece uma das mais graves, que é a questão de não divulgar a média dos alunos no prazo regimental antes da aplicação da VS – o aluno deve ter conhecimento da sua média 72 horas antes da aplicação da VS. Que espécie de comprovação existe dessa ocorrência? Algum aluno mandou mensagem antes da aplicação da VS ou do final do período, afirmando não ter recebido sua nota? RESPONDEU QUE se houve essa troca de mensagem não foi direto com o Departamento. A informação é que elas foram passadas para as coordenações de curso. Inclusive essa mesma pergunta que você fez, eu também fiz às coordenações de curso e eles tinham lá os relatos da tentativa dos alunos de saber a nota dentro dos prazos. Franqueada a palavra ao acusado, este não apresentou nenhuma pergunta. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Assim, nada mais havendo a tratar, a Sra. Presidente, às 15 horas encerrou a reunião. O presente Termo visa registrar a espontaneidade da mesma e assim, eu Irene Bulcão, lavrei o presente termo, que, lido e achado conforme, pela depoente e pelos membros da comissão, vai assinado por todos. Etel Rodrigues Pereira Gimba
Irene Bulcão
Haroldo da Costa Belo
Isabel Lugão Rios
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